ter. ago 9th, 2022

Em pleito realizado domingo, eleitores no Japão voltaram a dar o controle da Câmara Baixa do Parlamento ao Partido Liberal Democrático (PLD) — a principal legenda governista do país. A agremiação política do primeiro-ministro, Kishida Fumio, garantiu uma estável maioria absoluta, mesmo sem precisar contar com ajuda da sua sigla parceira na coalizão governista. O resultado assegura ao PLD a capacidade de conduzir facilmente a passagem de projetos de lei na casa legislativa.

O Partido Liberal Democrático conquistou 261 das 465 cadeiras da poderosa câmara de deputados.

Seu parceiro na coalizão, o Partido Komei, obteve 32 cadeiras — um ganho efetivo.

Já na oposição, o Partido Democrático Constitucional do Japão continuará a ser a maior legenda não-governista. A sigla obteve 96 cadeiras, 13 a menos do que o total que tinha antes da eleição.

O Partido da Inovação do Japão (Nippon Ishin) ganhou 41 cadeiras, mais do que triplicando a sua presença na Câmara Baixa.

Seção de votação em Tóquio em uma eleição para a Câmara dos Representantes em 31 de outubro de 2021. (Kyodo)

O PLD terá direito mais uma vez de presidir e de preencher a metade dos integrantes de todas as comissões parlamentares permanentes.

Kishida Fumio, há menos de um mês na função de primeiro-ministro, declarou que os eleitores lhe atribuíram agora o mandato popular e que trabalhará para honrar suas promessas de campanha.

No entanto, um alto membro da executiva do partido sofreu um revés. Amari Akira tornou-se o primeiro secretário-geral do PLD em exercício a ser derrotado em candidatura para representação única em distrito provincial.

Embora tenha conquistado vaga por representação proporcional, ele comunicou ao premiê a intenção de renunciar ao cargo que ocupa na agremiação. Amari Akira supervisionou a campanha eleitoral do PLD.

Contando também com as cadeiras obtidas pelo Partido Komei, a coalizão governista, que também controla a Câmara Alta, dá continuidade ao seu domínio político no Japão.

O CDPJ e seus aliados argumentaram que o governo estragou sua resposta COVID-19 e que a combinação de políticas da Abenomics serviu apenas para aumentar as disparidades de renda ao aumentar os ganhos corporativos e os preços das ações, ao mesmo tempo em que não conseguiu obter salários mais altos.