qua. dez 7th, 2022

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou, nesta quinta (10), uma prorrogação do auxílio emergencial para além de 31 de dezembro. Durante sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro disse que o Brasil “não tem como se endividar mais”.

O primeiro formato do auxílio, criado em abril para complementar a renda dos trabalhadores afetados pela pandemia do coronavírus, tinha o valor de R$ 600, que seriam pagos por três meses – posteriormente, o valor foi prorrogado por mais dois meses. No último dia 1º, o governo criou um novo auxílio que valerá até o final do ano – o pagamento, no entanto, será de R$ 300 mensais.

Pressionado para manter o valor de R$ 600, Bolsonaro descartou qualquer alteração no formato atual ou uma nova prorrogação do auxílio para 2021.

“A gente lamenta. O auxílio emergencial era para três meses, prorrogamos por mais dois. Acabou, agora criamos outro, de R$ 300. Não é que eu quero pagar menos, é que o Brasil não tem como se endividar mais”, disse o presidente. “Não vai ter uma nova prorrogação, porque o endividamento cresce muito, os juros podem crescer e a inflação pode voltar.”

Em seguida, Bolsonaro voltou a alfinetar os defensores do isolamento social no combate à pandemia. “Não quero culpar ninguém, mas vão pedir auxílio para quem tirou seu emprego, para quem falou fica em casa e a economia a gente vê depois’. Chegou o boleto para pagar”, declarou.

Antes, Bolsonaro havia dito que o governo “fez um grande sacrifício” ao destinar quase R$ 250 bilhões com o auxílio. “Sei que não é muito para quem recebe, mas é muito para quem paga. E não é, como alguns dizem, ‘tem dinheiro, é só pagar’. É endividamento. Temos que ter responsabilidade.”

O presidente também comentou a subida de preços do arroz e afirmou que a população passou a consumir mais alimentos com os pagamentos do auxílio emergencial.

Ele também voltou a descartar qualquer ato de tabelamento de preços para segurar o valor do arroz no supermercado. “Não pode mexer no mercado. O que tem que valer é a lei de oferta e procura”, disse. Segundo ele, um eventual tabelamento de preços faria com que o produto desaparecesse das prateleiras e surgisse no mercado negro, por um valor mais alto.