sex. jan 27th, 2023

O ministro da Defesa do Japão, Kono Taro, diz que o país pediu aos Estados Unidos que realizassem testes de coronavírus em todos os militares que vieram ao Japão.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17), Kono disseque o ministério solicitou dois testes, um antes que esse pessoal deixe os EUA e o outro depois que eles entram no Japão, independentemente de terem febre ou outros sintomas suspeitos.

O pedido é uma resposta ao aumento de infecções por vírus entre o pessoal dos EUA no Japão.

Mais de 130 casos foram confirmados na província de Okinawa, que abriga a maioria das instalações militares dos EUA no Japão.

Embora os cidadãos dos EUA estejam sujeitos a uma proibição de entrada destinada a conter o surto, o pessoal militar está isento sob o Acordo de Status das Forças Japão-EUA. Mas os EUA os colocam em quarentena por 14 dias, antes de deixarem os EUA e depois de entrarem no Japão. Qualquer pessoa que tenha febre faz um teste de vírus.

Kono disse que impedir a propagação do vírus também é uma questão importante para os militares dos EUA. Ele acrescentou que as medidas existentes podem permitir que portadores de vírus sem sintomas se movimentem, destacando a necessidade de testes de vírus.

Na quinta-feira, 138 militares haviam testado positivo em várias bases americanas em Okinawa, com 73 da Estação Aérea Marine Corps Futenma e 58 de Camp Hansen, segundo o governo da prefeitura.

O governador de Okinawa, Denny Tamaki, se reuniu na quarta-feira com oficiais do governo japonês e dos EUA em Tóquio para transmitir as preocupações locais sobre os surtos na base.

Em uma carta a Kono e ao ministro das Relações Exteriores Toshimitsu Motegi, Tamaki pediu que os militares dos EUA suspendessem as transferências para Okinawa o mais rápido possível e, enquanto isso, realizassem testes de PCR em todo o pessoal que chegava.

Okinawa abriga a maior parte das instalações militares dos EUA no Japão.